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PinturaCorporal no Parque Lage
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Nina Benchimol Moda Artesanal
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Desenho de Mandala Colorida
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Nina Benchimol Arte Urbana
Nina Benchimol Arte Urbana

Arte Urbana

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Nina Benchimol (Rio de Janeiro, 1992) desenvolve uma
pesquisa pictórica que investiga as relações entre
identidade, ancestralidade e memória cultural por meio da
abstração. Sua produção parte da herança marroquina que
atravessa sua história familiar, compreendida não apenas
como referência visual, mas como território simbólico de
pertencimento e construção subjetiva.

Em suas pinturas, repertórios cromáticos intensos,
geometrias complexas e estruturas ornamentais dialogam
com tradições visuais presentes na cultura marroquina,
especialmente nos padrões encontrados em mosaicos,
tapeçarias, arquitetura e práticas artesanais transmitidas ao
longo de gerações. Ao deslocar esses elementos para o
campo da pintura contemporânea, a artista produz
composições que transitam entre a memória e a invenção,
articulando passado e presente em uma linguagem visual
própria.

As obras constroem campos de cor e ritmo que evocam
experiências sensoriais e estados contemplativos. A
repetição de formas, a sobreposição de camadas cromáticas
e as vibrações ópticas criam imagens que convidam o olhar
a percorrer diferentes temporalidades, estabelecendo
conexões entre a tradição ornamental do norte da África e
questões contemporâneas relacionadas à diáspora, herança
cultural e processos de identidade.

.

Mais do que representar uma cultura, Nina investiga como
seus vestígios permanecem vivos e se transformam através
da experiência individual. Sua pintura opera como um
espaço de tradução e reinvenção, onde símbolos, padrões e
atmosferas visuais são reconfigurados para produzir novas
narrativas sobre pertencimento e memória.

.

 

A pesquisa expande-se para além do espaço expositivo,
ocupando o ambiente urbano por meio de murais e
intervenções em diferentes suportes. Ao levar sua
linguagem para a cidade e para o vestuário, a artista amplia
as possibilidades de circulação dessas narrativas,
aproximando arte, cotidiano e experiência coletiva. Assim,
sua prática propõe uma reflexão sobre a permanência das
heranças culturais no presente, transformando a pintura em
um campo de encontro entre territórios, histórias e afetos.

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